Estamos fazendo algumas mudanças no blog.
Meus caros,
24 sábado out 2009
Posted in O Povo Brasileiro
24 sábado out 2009
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Estamos fazendo algumas mudanças no blog.
23 sexta-feira out 2009
Posted in Música Regional

Quando Tu Passas Por Mim
Vinicius de Moraes
Composição: Vinicius de Moraes/Antonio Maria
Quando tu passas por mim
Por mim passam saudades cruéis
Passam saudades de um tempo
Em que a vida eu vivia à teus pés
Quando tu passas por mim
Passa o tempo e me leva para trás
Leva-me a um tempo sem fim
A um amor onde o amor foi demais
E eu que só fiz te adorar
E de tanto te amar penei mágoas sem fim
Hoje nem olho para trás
Quando tu passas por mim
23 sexta-feira out 2009
Posted in Outras coisas boas...

Pela luz dos olhos teus
Vinícius de Morais
Quando a luz dos olhos meus
E a luz dos olhos teus
Resolvem se encontrar
Ai que bom que isso é meu Deus
Que frio que me dá o encontro desse olhar
Mas se a luz dos olhos teus
Resiste aos olhos meus só p’ra me provocar
Meu amor, juro por Deus me sinto incendiar
Meu amor, juro por Deus
Que a luz dos olhos meus já não pode esperar
Quero a luz dos olhos meus
Na luz dos olhos teus sem mais lará-lará
Pela luz dos olhos teus
Eu acho meu amor que só se pode achar
Que a luz dos olhos meus precisa se casar
23 sexta-feira out 2009
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O que mata um jardim não é mesmo
alguma ausência
nem o abandono…
O que mata um jardim é esse olhar vazio
de quem por ele passa indiferente.
Mário Quintana – Jardim Interior
23 sexta-feira out 2009
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“A rua, em oposição à casa,
que é o local dos espaços demarcados, é um lugar de competição.
A casa está definida por laços de sangue e hierarquia e,
na rua, as pessoas têm espaço de igualdade.”
ROBERTO DAMATTA
23 sexta-feira out 2009
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Trocando em Miúdos
Chico Buarque
Composição: Chico Buarque & Francis Hime
Eu vou lhe deixar a medida do Bonfim
Não me valeu
Mas fico com o disco do Pixinguinha, sim!
O resto é seu
Trocando em miúdos, pode guardar
As sobras de tudo que chamam lar
As sombras de tudo que fomos nós
As marcas de amor nos nossos lençóis
As nossas melhores lembranças
Aquela esperança de tudo se ajeitar
Pode esquecer
Aquela aliança, você pode empenhar
Ou derreter
Mas devo dizer que não vou lhe dar
O enorme prazer de me ver chorar
Nem vou lhe cobrar pelo seu estrago
Meu peito tão dilacerado
Aliás
Aceite uma ajuda do seu futuro amor
Pro aluguel
Devolva o Neruda que você me tomou
E nunca leu
Eu bato o portão sem fazer alarde
Eu levo a carteira de identidade
Uma saideira, muita saudade
E a leve impressão de que já vou tarde.
23 sexta-feira out 2009
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Quem ouve o CD ‘Fuloresta do Samba’, primeiro lançamento solo do cantor, compositor e instrumentista pernambucano Siba, 33 anos, um dos componentes do grupo Mestre Ambrósio, dá razão a Bráulio Tavares, que atribuiu a esse seu parceiro a condição de representante do topo de uma geração que pode bisar na história da Música Popular Nordestina o impacto da que encantou o Sudeste com Fagner, Zé e Elba Ramalho, Belchior, Alceu Valença e Geraldinho Azevedo. Leia mais
23 sexta-feira out 2009
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Do poeta Ademario
Um povo que ama
Primeiro trabalha
E só carrega cangalha de tristeza e partida
quando uma rima atrevida
Faz da batida
A sinfonia da vida
O negro que canta é o mesmo que ama
Samba, rumba e maracatu
Blue, Jazz e Chorinho
Na América de norte ao Sul
E hoje que a liberdade é quase
O som negro é um quasar
Chorando de mansinho
Com carinho e emoção!
22 quinta-feira out 2009
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21 quarta-feira out 2009
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inácio da catingueira, ivanildo vila nova, Nordeste, pajeu das flores, Rogaciano Leite, trovador
Lembro que a primeira poesia é do Rogaciano Leite, e a segunda, do Ivanildo Vila Nov…. As demais eu não sei. Se alguém souber…
Aos Críticos
Senhores críticos, basta/,
Deixai-me passar sem pejo/
Que um trovador sertanejo/
Vem seu pinho dedilhar/
Eu sou da terra onde as almas/
São todas de cantadores/
Sou do Pajeú das Flores/
Tenho razão de cantar/
Não sou um Manuel Bandeira/
Drumond, nem Jorge de Lima/
Não espereis obra prima/
Deste matuto plebeu/
Eles cantam suas praias/
Palácios de porcelana/
Eu canto a roça, a choupana/
Canto o sertão, que ele é meu.
Vocês que estão no Palácio/
Venham ouvir meu pobre pinho/
Não tem o cheiro do vinho/
Das uvas frescas do Lácio/
Mas tem a cor de Inácio/
Da serra da catingueira/
Um cantador de primeira/
Que nunca foi numa escola.
Pois meu verso é feito a foice/
Do cassaco corta a cana/
Sendo de cima pra baixo/
Tanto corta como espana/
Sendo de baixo pra cima/
Voa do cabo e se dana.
O meu verso vem da lenha/
Da lasca do marmeleiro/
Que vem do centro da mata/
Trazida pelo leenheiro/
E quando chega na praça/
É trocada por dinheiro.
O meu verso tem o cheiro/
Da carne assada na brasa/
Quando a carne é muito gorda/
Esquentando, a graxa vaza/
É a graxa apagando o fogo/
E o cheiro invadindo a casa.
Aqui é a minha oficina/
Onde conserto e remendo/
Quando o ferro é grande eu corto/
Quando é pequeno, eu emendo/
Quando falta ferro, eu compro/
Quando sobra ferro eu vendo/
Meu verso é feito a cigarra/
Num velho tronco a sonhar/
Que canta uma tarde inteira/
E só para quando estourar/
Que eu troco tudo na vida/
Pelo prazer de cantar.
Quem foi que disse/
Professor de que matéria/
Que o sertão só tem miséria/
Que só é fome e penar/
Que é a paisagem/
Da caveira duma vaca/
Enfiada numa estaca/
Fazendo a fome chorar.
Não pode nunca imaginar/
O som que brota/
Da cantiga de uma grota/
Quando chuva cai por lá/
O cheiro verde/
Da folha do marmeleiro/
E o amanhecer catingueiro/
No bico no sabiá.
Tem mulungu do vermelho/
Mas vivo e puro/
E tem o verde mais seguro/
Que tinge os pés de juá/
A barriguda mostrando/
O branco singelo/
E a força do amarelo/
Na casca do umbu-cajá.
Criou-se o estigma/
Do matuto pé de serra/
Que tudo que fala erra/
Porque não pôde estudar/
Só fala versos matutos, obsoletos/
Feitos por analfabetos/
Que mal sabem se expressar.
Falam no sul com deboche/
Que isso é cultura/
De só comer rapadura/
Como se fosse manjar/
Saibam que aqui/
tem abelha de capoeira/
E o mel da flor catingueira/
É mais doce que o mel de lá.
Temos poesia que exalta/
O que é sentimento/
E a força do pensamento/
De quem sabe improvisar/
Tem verso livre/
Tem verso parnasiano/
E mesmo longe do oceano/
Tem galope à beira-mar.
Zefa Tereza me ensinou/
Que prum caboclo/
Entrar na roda de côco/
Tem que saber rebolar/
Soltar um verso na roda/
Que se balança/
E no movimento da dança
Fazer o côco rodar.
20 terça-feira out 2009
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Quem não se lembra do corajoso trapezista e do hábil malabarista, anunciados por um garboso locutor (mestre de cerimônias), ou a de algum cachorro, sabido, ou ainda da putaria dos palhaços? E as bailarinas, quem não se lembra delas? Entre uma cena e outra, o locutor anunciava: “em passo de rumba, vem aí Lady Day e Mary Jane. E aí elas entravam e davam show ao som dos mambos do mestre Perez Prado. Isso aí, menino, tá vivo na minha cabeça. Ao longo dos anos o circo, com a estética exuberante de seus espetáculos, foi se consolidando por esse Brasil afora como uma das mais populares manifestações artísticas.
20 terça-feira out 2009
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Tanta Saudade
Chico Buarque e Djavan
Era tanta saudade
É, pra matar
Eu fiquei até doente
Eu fiquei até doente, menina
Se eu não mato a saudade
É, deixa estar
Saudade mata a gente
Saudade mata a gente, menina
Quis saber o que é o desejo
De onde ele vem
Fui até o centro da terra
E é mais além
Procurei uma saída
O amor não tem
Estava ficando louco
Louco, louco de querer bem
Quis chegar até o limite
De uma paixão
Baldear o oceano
Com a minha mão
Encontrar o sal da vida
E a solidão
Esgotar o apetite
Todo o apetite do coração
Mas voltou a saudade
É, pra ficar
Ai, eu encarei de frente
Ai, eu encarei de frente, menina
Se eu ficar na saudade
É, deixa estar
Saudade engole a gente
Saudade engole a gente, menina
Ai, amor, miragem minha, minha linha do horizonte, é monte atrás de monte, é
monte, a fonte nunca mais que seca
Ai, saudade, inda sou moço, aquele poço não tem fundo, é um mundo e dentro
um mundo e dentro um mundo e dentro é um mundo que me leva
20 terça-feira out 2009
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Motivo
Cecília Meireles
Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
sou poeta.
Irmão das coisas fugidias,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.
Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço,
— não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.
Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
— mais nada.
18 domingo out 2009
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A FORÇA QUE NUNCA SECA
Chico César/Vanessa da Mata
Já se pode ver ao longe
A senhora com a lata na cabeça
Equilibrando a lata vesga
Mais do que o corpo dita
O que faz o equilíbrio cego
A lata não mostra
O corpo que entorta
Pra lata ficar reta
Para cada braço uma força
De força não geme uma nota
A lata só cerca, não leva
A água na estrada morta
E a força nunca seca
Pra água que é tão pouca
18 domingo out 2009
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18 domingo out 2009
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18 domingo out 2009
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18 domingo out 2009
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MANGARATIBA
LUIS GONZAGA
Composição:HUMBERTO TEIXEIRA
Ôi, lá vem o trem rodanda estrada arriba
Pronde é que ele vai?
Mangaratiba! Mangaratiba! Mangaratiba!
Adeus Pati, Araruama e Guaratiba
Vou pra Ibacanhema, vou até Mangaratiba!
Adeus Alegre, Paquetá, adeus Guaíba
Meu fim de semana vai ser em Mangaratiba!
Oh! Mangarati, Mangarati, Mangaratiba!
Mangaratiba!
Lá tem banana, tem palmito e tem caqui
E quando faz liar, tem violão e parati
O mar é belo, lembra o seio de Ceci
Arfndo com ternura, junto a praia de Anguiti
Oh! Mangarati, Mangarati, Mangaratiba!
Mangaratiba!
Lá tem garotas tão bonitas como aqui:
Zazá, Carime, Ivete, Ana Maria e Leni
Amada vila junto ao mar de Sepetiba
Recebe o meu abraço, sou teu fã
Mangaratiba!
18 domingo out 2009
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Ouça
Maysa
Ouça, vá viver a sua vida com outro bem
Hoje eu já cansei de pra você não ser ninguém
O passado não foi o bastante para lhe compreender
Que o futuro seria bem grande só eu e você
Mas quando a lembrança
Como você for morar
E bem baixinho
De saudade você chorar
Vai lembrar que um dia existiu
Um alguém que só carinho pediu
E você fez questão de não dar
Fez questão de negar
18 domingo out 2009
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Fumo
Florbela Espanca
Longe de ti são ermos os caminhos.
Longe de ti não há luar nem rosas,
Longe de ti há noites silenciosas,
Há dias sem calor, beirais sem ninhos!
Meus olhos são dois velhos pobrezinhos
Perdidos pelas noites invernosas…
Abertos, sonham mãos cariciosas,
Tuas mãos doces, plenas de carinhos!
Os dias são outonos: choram… choram…
Há crisantemos roxos que descoram…
Há murmúrios dolentes de segredos…
Invoco o nosso sonho! Estendo os braços!
E ele é, ó meu Amor, pelos espaços,
Fumo leve que foge entre os meus dedos!…