Estou revendo algumas coisas do português, e lendo algumas poesias para o alimento da alma…folheando páginas de um velho livro e imaginando coisas… Pois bem, lendo o Neruda me veio à cabeça: será que ele não estava com uma dor de cotovelo quando escreveu: “posso escrever os versos mais tristes da noite…”? E Vinicius não estava apaixonado quando disse: “De tudo ao meu amor serei atento / antes , e com tal zelo, e sempre, e tanto …”. Isso é tão forte que a gente imagina ser uma dor… Ou, uma espontaneidade vinda da alma do cara. Para o poeta não é preciso ficar, estar apaixonado para escrever sobre o amor. Dizem até que quando o sentimento é verdadeiro a paixão não ajuda muito, não, porque o sujeito fica pensando mais no beijo, na pele… do que nas palavras para darem sentido ao verso. Prefiro acreditar que eles sentem um misturado de coisas do coração: dor, paixão, saudades, lembranças… Isso é o que dar o tempero da alma para o verso sair da cabeça.
Casi sin querer nací
Casi sin querer crecí
Casi sin querer
te conocí.
Me gustó tu risa fresca,
niño grandulón
y tu manera de mirar.
Fue dificil respirar,
empecé a temblar
y casi sin querer
te besé.
Casi sin querer
me rio.
Casi sin querer
te extraño.
Casi sin querer
me enamoré.
De este oso cariñoso,
niño grandulón
que sin querer tambien
me amó.
Y me llena de caricias
sin la obligación
de prometerme
eterno amor.
Casi sin querer
se olvida.
Casi sin querer
se pierde.
Casi sin querer
se va el amor.
Por eso te estoy queriendo
casi sin querer.
Jurarte eterno amor, no sé.
Tal vez
algún día
nos sorprenda la vejez
muy juntos,
casi sin querer.
O músico, compositor e poeta pernambucano Lirinha, vocalista da banda Cordel do Fogo Encantado, é irredutível. Ninguém tira da cabeça dele que Bob Marley só inventou o reggae depois de ter escutado um baião de Luiz Gonzaga. A teoria, maluca, diga-se de passagem, pode ser conferida no documentário, O homem que engarrafava nuvens, projeto de Lírio Ferreira (Baile perfumado) que resgata a trajetória do compositor cearense Humberto Teixeira, co-autor de várias canções com Luiz Gonzaga. Produzido pela atriz e filha do artista, Denise Dummont, o filme foi um dos destaques da programação do FicBrasília 2009. Tal tratamento não apenas dá leveza à narrativa, como permite a Ferreira explorar outros tópicos que vão além do tema abordado. De modo que, ao mesmo tempo em que legitima a importância do co-autor de grandes sucessos como Juazeiro e Asa branca à música brasileira – rastreando inclusive suas origens, no interior cearense -, contextualiza o espectador do grande fenômeno que foi o baião nos anos 1940 e 1950, e da relevância do gênero musical numa época em que o samba havia perdido seu reinado. Também tem o mérito de conseguir aproximar afetivamente Denise Dummont do universo do pai, um homem amável, catalisador de grandes amizades, mas também contraditório e intolerante, a ponto de não permitir que a filha seguisse a carreira de artista. Estende seu leque temático ao mostrar o alcance atingido pela originalidade da dupla Gonzaga e Teixeira trazendo à tona figuras como Gilberto Gil e Chico Buarque, além do cantor e compositor norte-americano David Byrne e da cantora japonesa Miho Hatori, grandes admiradores do baião. É, no mínimo, uma aula de brasilidade. (Do Correio Brasiliense, abril/2010)
Duas perguntas,
Lírio Ferreira Foi um desafio resgatar a figura de Humberto Teixeira? O filme vai atrás da sombra mesmo desse homem. É um registro importante para Denise (Dummont, produtora e filha de Humberto Teixeira) resgatar a figura do pai e é importante também cinematograficamente narrar por um outro caminho, no caminho de quem estava na sombra. Então foi um desafio e muito bacana fazer este projeto porque o Humberto Teixeira foi uma pessoa bastante atuante que, além de fazer essas 400 músicas, foi deputado federal, sempre foi defensor da Lei do Direito Autoral, que levou caravanas de música popular brasileira para o Exterior, até para o Canal de Suez., mas poucos sabem disso.
O filme parte da figura do compositor para discutir outros temas inerentes a época? É um projeto que fala muito sobre imigração. Humberto Teixeira e Luiz Gonzaga emigraram do Nordeste, depois é o baião que emigra, isso numa época pós-guerra em que os nordestinos emigraram muito atrás de novas oportunidades e foram para o São Paulo e Rio de Janeiro. Essas pessoas que estavam longe de casa queriam ouvir música de Luiz e Humberto Teixeira porque eram canções que falavam de saudade, falava da terra deles. (Do Correio Brasiliense, abril/2010)
Fechei os olhos para não te ver
e a minha boca para não dizer…
E dos meus olhos fechados desceram lágrimas que não enxuguei,
e da minha boca fechada nasceram sussurros
e palavras mudas que te dediquei…
A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando de vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é natal…
Quando se vê, já terminou o ano…
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado…
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas…
Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo…
E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo.
Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.
A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará.
A música “molambo” foi composta por Jayme Meira e Augusto Mesquista. O Meira foi vizinho e amigo de Noel Rosa, em Vila Izabel. Em 1937 ele passou a integrar o conjunto de Benedito Lacerda, um dos mais importantes da Música Popular Brasileira. A formação era: Meira (violão), Benedito Lacerda (flauta), Canhoto (cavaquinho) e Dino (violão 7 cordas). Em 1950, Benedito deixou o conjunto e Canhoto ficou com a liderança. Quase todos os principais cantores populares do Brasil foram acompanhados por esse conjunto.
Considerado o último cangaceiro homem e um dos últimos integrantes do bando de Virgulino Ferreira, o Lampião, Antônio Inácio da Silva morreu aos 100 anos na última segunda-feira, em Belo Horizonte. O corpo de Moreno, como ele era conhecido no cangaço foi enterrado no cemitério da Saudade, na capital mineira, em meio a uma chuva de fogos de artifício.
O ex-cangaceiro, que adotou o nome de José Antônio Souto após deixar o bando, vivia em Minas havia 70 anos, para onde fugiu junto com a mulher, Jovina Maria da Conceição, conhecida como Durvinha – que morreu em 2008, aos 93 anos.
Moreno e Durvinha tiveram seis filhos. Na busca pelo irmão mais velho, Inácio Carvalho Oliveira, atualmente com 72 anos, que havia sido deixado pelo casal de cangaceiros em Tacaratu (PE), foi que Neli descobriu, em outubro de 2005, a verdadeira história dos pais. “Era um segredo dos dois e queriam que morresse com eles. Ainda tinham medo de serem descobertos e mortos.”
Cova – O casal chegou a Minas no fim da década de 1930, fugindo dos ataques das forças federais, que dizimaram o grupo de Lampião – morto em 1938. Após quatro meses de fuga, margeando o rio São Francisco, eles se estabeleceram na cidade de Augusto de Lima, na região central do Estado. Adotaram novas identidades e prosperaram vendendo farinha. No fim da década de 1960, o casal se mudou para Belo Horizonte.
Durante o sepultamento, parentes e amigos assistiram a uma chuva de fogos de artifício. Foi um pedido de Moreno. “Porque ele nunca imaginou que teria o privilégio de ter uma cova. Sempre achou que ia ser morto, ter a cabeça cortada e ser comido por bichos no mato como os outros cangaceiros”, explicou Neli.
Cinema – A história do casal Moreno e Durvinha será contada no documentário “O Altar do Cangaço”, dirigido pelo cineasta cearense Wolney de Oliveira, que compareceu ao enterro. Segundo Neli, do bando de Lampião resta apenas uma ex-cangaceira que vive em Paulo Afonso (BA). Com 92 anos e identificada como Aristéia, ela seria a última mulher integrante do movimento. “Ela foi amiga da minha mãe.”
Já se pode ver ao longe
A senhora com a lata na cabeça
Equilibrando a lata vesga
Mais do que o corpo dita
Que faz o equilíbrio cego
A lata não mostra
O corpo que entorta
Pra lata ficar reta
Pra cada braço uma força
De força não geme uma nota
A lata só cerca, não leva
A água na estrada morta
E a força que nunca seca
Pra água que é tão pouca
A nossa poesia popular floresceu em Provença, sul da Franca, no Século XI, através dos trovadores Regréis e Jograis. Na Espanha a poesia floresceu através dos palacianos. Foi em Homero, maior dos rapsodos, cantando as façanhas de Ulisses diante de Circe e do gigante Polifemo, que Virgílio encontrou a fonte inspiradora para a realização de sua obra monumental.
Eram os trovadores da Provença, que levaram a alegria aos senhores feudais, enclausurados nos seus castelos de guerra. Enfim, foi Dom Diniz, maior monarca da Dinastia de Borgonha, que se proclamou discípulo dos provinciais, em suas cantigas de amigo e de amor. Todavia, ninguém melhor do que o poeta Antônio Ferreira, de Portugal, falou de sua grandeza, quando disse: Regeu, edificou, lavrou, venceu, honrou as musas, poetou e leu”.
A fusão da poesia local portuguesa com a poesia dos Trovadores Jograis de Provença fez surgir novas formas poeticas de linguagem de seus famosos poetas: João Soares de Paiva, Paio Soares de Traveiros e outros. “Mas, coube ao Brasil o privilégio do aparecimento do legitimo cantador de Viola, com Gregório de Matos Guerra, que deixava a Universidade de Coimbra fazendo verso* de protesto a direção daquele estabelecimento de ensino. Nascido na Bahia, no Sec. XVII e o primeiro doutor brasileiro. Seguido pelo Padre Domingos caldas Barbosa, que, também, improvisava ao som da viola”.
A poesia, atravessando a fase colonial, veio alcancar seu apogeu na pequena Paraíba de Augusto dos Anjos e de José Américo, pois quiseram as divindades do Olimpo que, naquele torrão, bendito pelas sacrossantas musas di longinquo Parnaso, nasceram os maiores cantadores que tem notícia na história do folclore nacional.
“No Nordeste, os jesuítas catequizavam por meio da poesia por ficar mais fácil de conservar a mensagem na memória, seguindo assim o estilo da Grécia Antiga”.
Ninguém melhor do que o cantador, pode sentir a variedade de quadros de que o cotidiano nos apresenta. Traz dos sertões para as cidades o retrato da natureza, na sua expressão criadora, bem como o do rigor que castiga dentro de suas leis imutáveis.
No entender de alguns estudiosos (intelectuais) o cantador tem uma imagem completamente distorcida da sua formação verdadeira. Isto porque já foi registrada a presença de cantadores caracterizados de vaqueiros, por incumbência de pessoas que fazem folclore com pouca profundidade no assunto. Então havemos de concluir que o cantador, o legítimo repentista, e o mais feliz dos imortais, porque seu mundo não é o da maldade, não é do egoísmo, e, sim, o doce paraíso das imaginações criadoras. Citaremos a sábia e patriótica expressão de Antônio Girão Barroso, conhecido escritor cearense: “Ai do país que abandona as raízes da cultura”.
A cantoria de versos improvisados ao som da viola é uma arte que floresceu no meio rural do Nordeste, especialmente no sertão, e que só aos poucos vem conquistando público das grandes cidades. A razão principal desse fato e possivelmente, o número crescente de pessoas que se deslocam do interior para as metrópoles em busca de melhores condições de vida, e levando consigo hábitos culturais profundamente enraizados.
“No começo deste século, a figura tradicional do cantador era a do indivíduo de inteligência aguda, escassas condições financeiras, muitas vezes analfabetos ou pouco letrados, cantando de feira em feira seus versos* geniais que garantiam a própria subsistência”.
ESTILOS DE CANTORIAS
Origem de alguns gêneros e outros estilos de cantoria
A região nordestina assinalada pelo estigma da seca, marcada no quadro dantesco do sertão adusto, com suas árvores atrofiadas e nuas, é a terra onde nascido e vivido, sofrendo e cantando, os maiores valores da poesia popular, expoentes da inteligência inculta, mestres consumados nos repentes, insuperáveis nos improvisos.
Diversos são os gêneros da poesia popular do nordeste brasileiro. Além de vários gêneros poéticos adotados pelo violeiro sertanejo, cantando só, ou alinhando em dupla para o desafio.
Estas não se acorrentaram a regras imutáveis, inexpressivamente sem vibração. Ao contrário, quase todas as formas vem evoluindo, adquirindo plasticidade, tomando feição renovadora, apurando o estilo, progredindo. Essas matizes, muitas vezes revelando um colorido cintilante, ostentando o poder imaginativo, comparativamente aos arranjos musicais celebrizando compositores, atestam o processo evolutivo, reformista, na arte de cantador nordestino, no decurso do século vigente.
A cada estilo de cantoria, para tornar mais fácil ao leitor entender a sua conceituação, exemplificamos com glosas e repentes de vates nordestinos, decantados na Região Jaguaribana.
Entre as criações dos poetas clássicos, que vieram a ser usadas pelos nossos repentista, estão as modalidades a seguir especificadas:
SEXTILHAS-Talvez, por ser mais fácil, seja o gênero mais preferido pelos nossos cantadores, principalmente no início das apresentações. Seu criador foi Silvino Pirauá Lima. A sextilha é uma estrofe* com rimas deslocadas, constituída de seis linhas, seis pés ou de seis versos* de sete silabas, nomes que tem a mesma significação.
SETE LINHAS OU SETE PÉS – No inicio do século atual, o cantador alagoano Manoel Leopoldino de Mendonça Serrador fez uma adaptação a sextilha, criando o estilo de sete versos*, também chamado de sete pés, rimando os versos* pares até o quarto, como na sextilha; o quinto rima com o sexto, e o sétimo com o segundo e o quarto.
MOURÃO – Muito interessante é o Mourão, gênero que se canta em dialogo. Sua forma originaria, de seis versos*, foi substituída pela de cinco, ainda no século passado. O Mourão, na sua essência, conceitua-se como o desafio* natural. Gênero poético dos mais difíceis nunca desdenhado pelos nossos repentistas, ajusta-se-lhe melhor a denominação de trocadilho, porque, em dialogo, os articulistas se revezam nos versos* e nas estrofes*. Exemplicamos aqui, apenas uma de suas variantes, no caso, “o mourão voltado”.
DÉCIMA – embora de origem clássica, é a decima um estilo muito apreciado, desde os primórdios da poesia popular, principalmente por ser o gênero escolhido para os motes, onde os cantadores fecham cada estrofe* com os versos* da sentença dada, passando a estância a receber a denominação de glosa*.
GALOPE A BEIRA MAR – Gênero muito apreciado pelos apologistas da poesia popular, juntamente com o martelo, recebeu a denominação de décima de versos* compridos. O galope e assim chamado em virtude de ser empregado mais em temas praieiros. Foi criado pelo repentista cearense “Zé Pretinho”, natural da cidade de Morada Nova.
TOADA ALAGOANA – é um gênero pouco usado, porém muito bonito, em virtude das rimas encadeadas de forma agradável a toada.
REMO DA CANOA – Estilo originário das emboladas de côco, recentemente adaptado para as as cantorias de viola, uma inovação do poeta repentista Ivanildo Vilanova. Sua toada melodiosa é muito bonita e suave, sendo bastante apreciada pelos apologistas da poesia popular.
BRASIL CABOCLO – Considerado um dos estilos mais preferidos pelo repentista nordestino. Consiste em uma estrofe* de dez versos* de sete sílabas, semelhante ao estilo da décima, isto é, seguindo o mesmo sistema das estrofes* de dez linhas.
MARTELO AGALOPADO – O martelo atual, criação do genial violeiro paraibano Pirauá Lima, e uma estrofe* de dez versos*, em decassílabos, obedecendo a mesma ordem de rima dos versos da decima. Todavia, sua denominação não vem do fato de ser empregado como meio de os cantadores se martelarem durante suas pugnas*. Sua significação esta ligada ao nome do diplomata francês Jaime de Martelo, nascido na segunda metade do Sec. XVII, que foi professor de Literatura da Universidade de Bolonha, portanto, o criador do primeiro estilo.
O BOI DA CAJARANA – A transformação de mote em estilo da cantoria tem sido a principal criação da Literatura de Cordel Oral, nas últimas décadas do século XX.De autoria de Ivanildo Vilanova e Adauto Ferreira, originou-se do mote: “Eu quero o boi amarrado/No pé da cajarana. A consagração do estilo foi muito rápida, mesmo com a quebra da métrica no segundo verso do mote.
O QUE É QUE ME FALTA FAZER MAIS – Derivado da décima, O Que é Que Me Falta Fazer Mais, é um mote decassílabo, que transformou em gênero pela extraordinária aceitação popular. Rico em conhecimentos e doce em musicalidade, tende a permanecer por muito tempo, na primeira linha da preferência dos amantes da cantoria.
GEMEDEIRA – Pela própria denominação do gênero, vemos que serve para temas gracejantes. É a gemedeira um estilo de poesia, caracterizado pela interposição de verso* de quatro, ou, raramente duas silabas, entre a quinta e a sexta linha das sextilhas, formado pelas interjeições: ” ai e ui! ou ai! hum! Esse estilo, geralmente é cantado de forma jocosa e humorística.
QUADRÕES – ao longo do tempo, o quadrão tem sido o gênero a receber o maior numero de alterações, não só na sua forma interna, mas, também, na estrutura das estrofes*, em geral.
REBATIDO – É originário da oitava com versos* septíssilabos. Os versos* dois e quatro terminam, obrigatoriamente com “ido”, para rimar com estribilho “No oitavão rebatido”, na última linha da estância.
DEZ PÉS DE QUEIXO CAÍDO – este gênero, ainda em voga, esta incluído na décima, apresentado, no final de cada estrofe*, este estribilho: ” Nos dez de queixo caído”.
ROJÃO PERNAMBUCANO – Diz-se de uma estância de dez versos* heptassílabos nos dois últimos versos*, repetidos pelos cantadores. Esse gênero foi gravado pelos cantadores Ivanildo Vilanova e Severino Feitosa.
ROJÃO QUENTE – É mais uma das recentes criações originárias do mote, que vem, ultimamente, oferecendo novos estilos ao já expressivo acervo do repente. Coqueiro da Baia/quero ver meu bem agora/quer ir mais eu vamos/quer ir mais eu vambora. A obrigatoriedade de metrificação é apenas para a sextilha, que utiliza versos* setissílabos, com a mesma métrica e acenturação. Estilo bastante utilizado para encerrar as cantorias.
O poeta João Melchíades Ferreira da Silva é da cidade de Bananeiras-PB. Nasceu em 07 /09/1869 e faleceu em João Pessoa-PB, no dia 10/12/1933. Sargento do Combateu na Guerra de Canudos e na questão do Acre. É autor do primeiro folheto sobre Antônio Conselheiro e de mais de 20 folhetos, em que se destacam: “ROMANCE DO PAVÃO MYSTERIOZO”, “HISTÓRIA DO VALENTE ZÉ GARCIA” e “A GUERRA DE CANUDOS”"COMBATE DE JOSÉ COLATINO COM CARRANCA DO PIAUÍ”, “ROLDÃO NO LEÃO DE OURO”.
Vendedor de cordel recitando o pavão misterioso (ver abaixo)
“Pelo Telefone” foi o primeiro samba gravado no Brasil, criado no ano de 1916, pelo Donga e Mauro de Almeida. Esse samba marcou a saída do maxixe para a entrada do samba, e o início das canções carnavalescas; e foi a partir da popularização do carnaval que o samba começou a se fixar como gênero musical no Brasil.
Abaixo, cantam “pelo telefone”: Donga, Chico Buarque e Pixinguinha.