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É por isso que a internet ilumina o dia…
20 domingo mar 2011
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20 domingo mar 2011
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24 domingo out 2010
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arte, Boneca, Boneca de Pano, Bonequeiras do Crato, Brincadeiras, controle social, cultura, Diario do Nordeste, Luis Gonzaga, Meninas, Meninos, Nordeste, socialiação, Xote Das Meninas
Pois bem, ainda tenho bem claro na mente os movimentos dos dedos grossos e calosos, de levar furada de agulhas, daquelas mulheres criando a boneca tão sonhada das meninas. Agora, muitas dessas meninas, moçinha, já estavam naquela fase da vida que Luis Gonzaga cantou, em o xote das meninas: “toda menina que enjoa da boneca / É o siná que o amor já chegou no coração…” E esse era o sinal mesmo… Quando as bonecas começavam a ficar encostadas era porque elas já estavam “suspirando e sonhando acordada”. Não tinha médico que diagnosticasse a mudança… “(…) o pai leva ao dotô / A filha adoentada/ Não come, não estuda, não dorme, não quer nada/ Ela só quer / Só pensa em namorar / Mas o dotô nem examina / Chamando o pai do lado/ Lhe diz logo em surdina/ Que o mal é da idade/ Que prá tal menina / Não tem um só remédio/ Em toda medicina…”
Fiz esse floreio todo porque queria contar da reportagem que acabo de ver das bonequeiras do Crato, no Diário do Nordeste
Do Diário do Nordeste
Crato - Bonequeiras deste Município, um grupo de mulheres, que transformou a sombra de uma mangueira em um “atelier terapêutico” para fabricação de bonecas de panos, foram inspiração para um livro lançado na última semana, na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp-SP), durante uma exposição do artista multimídia Avelino Bezerra, que faz uma retrospectiva de seus 30 anos na Universidade.
O livro “Tramas e Dramas do Boneco de Pano no Tatadrama”, de Elisete Leite Garcia e Maria Ivette Carboni Malucelli (Ed. Livre Expressão, 196 páginas), está ancorado em um dos pensamentos de Platão: “Você pode descobrir mais sobre uma pessoa em uma hora de brincadeira do que em um ano de conversa”. O primeiro capítulo do livro é dedicado ao Cariri que, segundo Elisete, foi a fonte de inspiração do seu trabalho. Mais detalhes
16 sábado out 2010
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arte, cordel, cultura, jessier quirino, Marilyn Monroe, Nordeste, O Berro, poema, Poesia Matuta, repente, Zé da Luz
Jessier Quirino é um poeta matuto dos bons. A poesia dele não tem um tutano grande como tinha a do poeta Zé da Luz, mas ele incorporou o que a poesia matuta anterior tinha e foi abrindo veredas, criando caminhos e personificando seu jeito de falar as coisas, e isso tudo forma um cascabulho maravilhoso.
Espia só essa preciosidade:
Deu um vento na Serra do Araripe
Que entronxou uma igreja no Japão
E, por falta de padre e de beato,
Vei de lá com a molesta feito o cão:
Derrubou as muralhas lá da China
Levantou um poeirão em Bagdá
Se enfiou num esgoto no Catar
Foi sair no quintal da longitude
Estourou um bueiro em Roliúde
Que até hoje tá dando o que falar:
Foi uma moça querendo se esquivar
De mostrar a caçola e os possuído:
Marilyn Monroe agarrada com o vestido
E o vestido danado a se enfunar.
Uma pessoa que faz poesia assim, seja ele um matuto ou um cara da cidade, arquiteto de formação, assim como Jessier Quirino, usa temas, coisas que fazem parte de sua vida, tudo com que ele tem contato e que dá um estalo lhe sugerindo uma constelação de palavras carregadas de sonoridade e de significados; isso é “meio caminho andando” para construção de um poema. Mas, venha cá! um poeta matuto pode escrever sobre Marilyn Monroe? Que eu saiba essa artista americana não pertence ao seu mundo! Ei, não carece, não!! um poeta que nem Jessier Quirino, indiferente a essas questões, fala sobre coisas que vê e os lugares onde vai, e isso é uma característica dos cordelistas e dos repentistas, para os quais tudo é possível, até o absurdo.
A poesia dele tem similitude, quero ver você ler e rapidamente não passar um ”filminho” em sua cabeça transformado em paralelo abstrato, por exemplo: “mais descansado do que caranguejo almoçando” // “tranquilo que só jumento em sombra de igreja”// “devagar que só enterro de viúva rica”.
E ainda tem a similitude não-auto-explicativa. Que é isso, homem? É aquela frase que elimina o adjetivo ou advérbio inicial e recorre apenas à imagem, e aí eu faço minha própria comparação. Por exemplo: “saiu que nem uma vaca acuada de cachorro”. Eu imagino que seja a imagem de uma pessoa grandona perseguida por uma baixinha, e que sai tombando, meio cambaleando, sabendo que não pode fugir mas fugindo.
Pois bem, Jessier Quirino é o cara! Lá no final do livro tem uma seção chamada “Gaveta de Bugiganga” que tem umas definições arretadas como “Cauby Peixoto é um dos maiores Frank Sinatras do Brasil”, sugestões patriotas (“Retirar as poltronas giratórias do parlamento e trocar por tamboretes. Vá lá que o cabra não faça nada, mas ficar encostado e rodando já é demais!”) e fascinantes relatos como a “História do padre tatuado na virilha que esqueceu o celular no motel e engoliu a lente de contato misturado com um Engov”.
09 sábado out 2010
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09 sábado out 2010
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Hoje a Orquestra Imperial toca em Lisboa e entre os grandes nomes desta big band está um dos maiores músicos do Brasil, Wilson das Neves. Um baterista que gravou com Tom Jobim e Sarah Vaughan, um brasileiro que toca há 27 anos com Chico Buarque, um homem para quem Elizete Cardoso costumava cozinhar. Wilson diz que não foi ele que escolheu o samba, foi o samba que o escolheu a ele. Ainda bem.
Quem é Wilson das Neves?
Pergunte a Ed Motta ou a Roberto Carlos. Pergunte a Paul Simon. Consulte as fichas técnicas dos discos de Michel Legrand, Sarah Vaughan, Sylvia Telles. Mister Wilson (como lhe chamava Tom Jobim) é o maior baterista brasileiro do século XX.
Provavelmente, estas páginas são seriam suficientes para incluir a lista de gravações em que participou. “Fala aí um cara… Toquei.” Os caras foram mais de 500, e aquele que é para ele “o cara”, Chico Buarque, apresenta-o em palco como “o melhor baterista de sempre” ou “o baterista do [seu] coração”. Tocam juntos há 27 anos.
Não está sozinho. O realizador Cristiano Abud também considera “o das Neves” o melhor baterista brasileiro de sempre. É dele o documentário O Samba É o Meu Dom, com estreia prevista para o próximo ano, sobre o percurso de Wilson das Neves.
Hoje, regressa a Lisboa com a Orquestra Imperial, uma big band que reúne nomes como Moreno Veloso, Rodrigo Amarante (dos Los Hermanos) ou a atriz da Globo e também cantora Thalma de Freitas. Domenico Lancellotti, um dos fundadores da orquestra, fala de Wilson como “um sábio que esbanja humildade e talento”. Leia Mais
08 sexta-feira out 2010
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arte, cinema, filmes, Jennifer Jones, Love is a many splendored thing, música, Suplício de uma saudade, trailer, William Holden
Trailer do filme Love is a many splendored thing (Suplício de uma saudade, título no Brasil), com Jennifer Jones como Han Suyin e William Holden como Mark Elliott.
07 quinta-feira out 2010
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02 sábado out 2010
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Africa, América, arte, cultura, foto, fotografia, mundo, povo brasileiro, Sebastião Salgado
Doutor em economia (Paris), Sebastião Salgado largou sua formação para se dedicar a fotografia enquanto denúncia social, mostrando a pobreza pelo mundo afora.
Quem planeja, edita e faz o projeto gráfico de seus livros é sua companheira, Lélia Wanick Salgado.
Ao todo foram 14 projetos e 18 livros, tendo eles sido traduzidos para mais de 10 idiomas. E ainda, Bastião foi autor de alguns curtas metragens inspirados pela mesma temática central. O trabalho de Tião se espraia pela África, América e outros continentes, onde é retratado, além da fome, trabalhadores, crenças e animais.
Existes algumas discussões acerca das fotos, se há ou não denuncia, ou se é, apenas, uma bela imagem bem construída. Seu trabalho é, predominantemente, preto e branco; contendo conteúdo estético e com profundidade.
Bastião é reconhecido mundialmente como um dos melhores fotojornalistas do planeta.
29 quarta-feira set 2010
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arte, cultura, Escrita, Neruda, poesia, poeta, sentimento, Soneto de Fidelidade, Vinicíus de Morais
Estou revendo algumas coisas do português, e lendo algumas poesias para o alimento da alma…folheando páginas de um velho livro e imaginando coisas… Pois bem, lendo o Neruda me veio à cabeça: será que ele não estava com uma dor de cotovelo quando escreveu: “posso escrever os versos mais tristes da noite…”? E Vinicius não estava apaixonado quando disse: “De tudo ao meu amor serei atento / antes , e com tal zelo, e sempre, e tanto …”. Isso é tão forte que a gente imagina ser uma dor… Ou, uma espontaneidade vinda da alma do cara. Para o poeta não é preciso ficar, estar apaixonado para escrever sobre o amor. Dizem até que quando o sentimento é verdadeiro a paixão não ajuda muito, não, porque o sujeito fica pensando mais no beijo, na pele… do que nas palavras para darem sentido ao verso. Prefiro acreditar que eles sentem um misturado de coisas do coração: dor, paixão, saudades, lembranças… Isso é o que dar o tempero da alma para o verso sair da cabeça.

29 quarta-feira set 2010
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arte, cultura, Escrita, literatura, Marilina Ross, Poemas, Poesias, poetas, quase sem querer
Casi sin querer
Marilina Ross
Casi sin querer nací
Casi sin querer crecí
Casi sin querer
te conocí.
Me gustó tu risa fresca,
niño grandulón
y tu manera de mirar.
Fue dificil respirar,
empecé a temblar
y casi sin querer
te besé.
Casi sin querer
me rio.
Casi sin querer
te extraño.
Casi sin querer
me enamoré.
De este oso cariñoso,
niño grandulón
que sin querer tambien
me amó.
Y me llena de caricias
sin la obligación
de prometerme
eterno amor.
Casi sin querer
se olvida.
Casi sin querer
se pierde.
Casi sin querer
se va el amor.
Por eso te estoy queriendo
casi sin querer.
Jurarte eterno amor, no sé.
Tal vez
algún día
nos sorprenda la vejez
muy juntos,
casi sin querer.
23 quinta-feira set 2010
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O tempo
A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando de vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é natal…
Quando se vê, já terminou o ano…
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado…
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas…
Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo…
E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo.
Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.
A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará.