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Euclides da Cunha, engenheiro civil, era colaborador do jornal O Estado de São Paulo e foi incumbido de ir ao sertão baiano para cobrir Canudos, comandada por Antônio Conselheiro.
Após o fim do levante, cinco anos se passaram para que Euclides retratasse tudo o que viu na Bahia em um livro. A obra, Os Sertões, foi um marco na literatura brasileira, um divisor para a história do Brasil.
Os Sertões está dividido em três partes: A Terra, onde ele demarca a questão geográfica do sertão do Nordeste; O Homem, que trata dos costumes do sertanejo e A Luta, onde é mostrado os ataques de Canudos até sua destruição. O Livro é uma mistura de ensaio geográfico com tratado sociológico, reportagem e romance épico.
O estilo é determinista em que “o meio determina o homem”. Euclides ironicamente e, contraditoriamente, denomina o sertanejo nordestino de “Hércules Quasimodo” e em seguida, conclui que “O sertanejo é antes de tudo, um forte”.
A problemática abordada em “Os Sertões” além de ser contemporânea, não está restrita apenas a região Nordeste.

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