Eugênio Avelino, o grande Xangai, cabra bom! Cantador das coisas da gente. São mais de 30 anos divulgando a cultura do Nordeste com muita paixão e competência. No vídeo ele canta a música do poeta Jessier Querino; trocadilho com o bolero de ravel.
“O que eu canto é a presença de minha própria realidade. Eu não me sinto muito confortável em cantar músicas de outros povos longe daqui, principalmente dos países ricos, tão em moda, tão apregoados, cantados e decantados por muitos brasileiros, inclusive. Eu acho muito melhor cantar músicas de Cartola, Dorival Caymmi, Luiz Gonzaga, João do Valle, Jackson do Pandeiro do que dos Estados Unidos ou da Inglaterra. É muito bom para eles. Acho que eles também não ficam cantando Paulinho da Viola.
Para mim, é muito mais bacana cantar a minha própria língua, até porque dentro do Brasileirança eu tenho certeza “bussoluta”, de bússola, que a língua mais rica é a portuguesa. Só não é mais rica que a língua brasileira, porque a brasileira é portuguesa e uma mistura da língua do índio, que é maravilhosa. Essa mistura deu a brasileirança, lingüisticamente falando. E eu sou um cantador da brasileirança.”
(Xangai) “ do blog de Dr. Zem”

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