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garapa
Garapa nasceu a partir de uma conversa em 2001 entre José Padilha e Marcos Prado, sócios na Zazen Produções, sobre a questão da fome no Brasil.

– Garapa é a mistura de água com açúcar, ou rapadura, preparada pelas famílias para alimentar suas crianças.

– A intenção de José Padilha era que fosse retirado tudo que não fosse essencial do ponto de vista do cinema. Devido a isto ele decidiu fazer o filme em 16mm, sem trilha sonora, com som praticamente em mono e em preto e branco.

– Não houve uma seleção prévia de quais famílias seriam retratadas. José Padilha reuniu uma equipe de cinco pessoas e partiu para o Ceará, tendo apenas o contato de organizações não-governamentais que atuavam na região.

– Foram rodadas mais de 45 horas, ao longo de quatro semanas.

– José Padilha se inspirou em Vidas Secas (1963) para realizar Garapa.

– Sinopse extendida:
Segundo a ONU, mais de 920 milhões de pessoas sofrem de fome crônica no mundo. O significado desses números depende da nossa compreensão do que significa passar fome. Geralmente, os meios de comunicação discutem a fome a partir de uma perspectiva macroscópica. Nos fornecem números e debates sobre as suas causas ambientais, geográficas, econômicas e políticas. No entanto, nos deixam sem saber como vivem as pessoas que passam fome. Para que se possa compreender o real significado da fome, é necessário conviver com as pessoas que lutam contra a própria fome por algum tempo. É contra a própria fome por algum tempo. É necessário acompanhar o seu dia a dia. Foi isso que fizemos durante as filmagens de GARAPA. O nosso objetivo é permitir que as pessoas interessadas em entender e combater a desnutrição crônica, e também o público em geral, possam conhecer a fome de perto. Acreditamos que quem conhece a fome de perto não consegue ficar indiferente a ela.

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