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novaafrica1No imaginário do mundo a África sempre foi estereotipada… E são várias as formas de juízo de valor sobre o continente africano. Para Joseph Conrad ela é uma região excluída do que chamamos de desenvolvimento capitalista. Terra arrasada pela peste, miséria e outros efeitos dos advindos da exploração colonial… Um povo pobre cuja sobrevivência dependeria de campanhas humanitárias.
As imagens que constituem nosso imaginário sobre os países africanos são formadas por estereótipos reproduzidos intensamente desde o período colonial. Filmes como Tarzan, Os deuses devem estar loucos ou As minas do rei Salomão apresentam o continente como selvagem, atrasado e sem história. A maior parte desses filmes.
No caso brasileiro, apesar de toda a imensa herança que, como elemento formador – e a partir do legado cruel da escravidão -, nos deixou, ela continua sendo um grande enigma. É precisamente esse enigma que a série Nova África, em exibição a partir do próximo dia 25, todas as sextas-feiras, às 22hs, na TV Brasil, tenta desvelar.
Quem dirige é o jornalista e blogueiro Luiz Carlos Azenha e por Henry Daniel Ajl, a série se propõe a empreender uma “jornada de descoberta”, inédita na TV brasileira, pelo continente africano, revelando-o em sua diversidade, para além dos tais estereótipos imperialistas, com uma atenção especial a seus povos e culturas e à capilaridade de suas relações com o Brasil.
ATENÇÃO: nenhuma TV comercial ousaria produzir uma série com tamanha qualidade, que se estendesse por tanto tempo e sobre um assunto sem apelo comercial para os grandes anunciantes… Em tempo, a série da TV Brasil mostra a essência da coisa; nos faz enxergar uma melhor compreensão não apenas da África e dos africanos, mas, através dela, do que somos nós: é a TV pública brasileira dizendo a que veio.