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Boicote dos republicanos ao novo embaixador indicado por Obama para o Brasil

Vejam só! A política externa do Itamarati está influenciado a indicação do embaixador americano para o Brasil.

Três senadores do Partido Republicano – que são os Democratas daqui – acusam nossa política externa de estar muito pertinho, coladinha, a Venezuela, Irã, Bolívia, Equador, Paraguai como argumento contra a indicação do embaixador Shannom. Eles estão receosos de que o novo embaixador vá ser molenga demais com o regime do Brasil em relação aos interesses do império americano na América Latina.

COMENTÁRIO

A grande novidade é a política de vizinhança ativa do Brasil, da tentativa da Política externa brasileira de assumir um papel de liderança no hemisfério sul e também da interferência em âmbito global,  através da reivindicação de uma cadeira permanente no Conselho de Segurança da ONU. Além disso, de se empenhar ativamente para estabilização dos países vizinhos e apaziguar conflitos, sem esperar que esta iniciativa parta de terceiros. Quer exemplos? Vamos lá. Conflito na Bolívia, no Equador, no Peru e também no auge da crise do governo Chavez, na Venezuela. E por último, na América Central, Honduras.

Hoje o Brasil pode assumir custos da integração regional. Por exemplo, recrutou tropas de paz para o Haiti. Quer outro? Banca infra-estrutura de cooperação regional. Como? Fazendo concessões à Argentina dentro do Mercosul. É isso que incomoda aos americanos, em particular, os republicanos. Em tempo. Também preocupa os partidos de direita do Brasil: Dem e PPS, e ainda o PSDB (muito embora esses dois últimos estejam situados no especto centro esquerda, seus quadros guardam afinidades com o partido conservador americano.

O império não consegue captar a atualidade do nacionalismo e sua dimensão integradora no continente. Não entende os povos do continente, que têm votado contra os candidatos que pregam o neoliberalismo e a subserviência aos EUA. Na região de Simon Bolívar o Estado retomou seu papel como indutor da economia, como garantia de direitos sociais, como afirmador da soberania, como instrumento da integração latino-americana.

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