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Prá mim, Casablanca é um clássico e como bem diz Itálo Calvino, os clássicos são aqueles filmes, livros, dos quais, em geral, se ouve dizer: estou revendo, relendo…” e nunca estou vendo, lendo…”. 

Pois bem, ele é um filme eterno, e o que é eterno nunca é velho. Por isso coloco aqui alguns detalhes sobre a estória que ainda nos fascina.

No Night Club em Casablanca se apresenta uma Band de Jazz formada por negros. O estabelecimento pertence ao advogado expatriado (Rick), divorciado e que é amigo do chefe da polícia. Figura sem nenhum ato heróico, de repente se transforma num homem ético, uma ativista político metido em causas políticas liberais, e que até lutou na Guerra Civil Espanhola contra Franco. Papel para Borgart.

Esse filme tinha tudo para dar errado… “Casablanca” se baseou numa peça teatral fracassada, um texto que não se decidia entre o romance e a aventura de guerra. Ingrid Bergman disse que não sabia se Ilsa amava Rick ou Laslo, e dar para perceber direitinho, pois ela parece estar apaixonada pelos dois. As falas eram decoradas minutos antes das filmagens, porque haviam sido escritos na noite anterior. Talvez por todos estes problemas, “Casablanca” tenha se tornado este clássico inesquecível, com romance, aventura, drama e  música, e todos na medida certa. Eu chorei e sorri demais da conta   e ainda me deliciei com “As Time Goes By.

 

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