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Ariano Suassuna está para a literatura brasileira e para o Brasil, como Miguel de Cervantes está para a literatura espanhola e para a Espanha. Abertamente ou não, inconscientemente ou não, ambos levantam a bandeira da defesa pela cultura popular. Cervantes usa o percurso desafiador do sonhador Don Quijote de La Mancha, Ariano serve-se da cavalgada de São José do Belmonte e das mentiras inexplicáveis de Chicó. Ambos utilizam uma arma simples e contagiante: a escrita.

Em Ariano, a gente constata a defesa de brasilidade e os gritos nordestinos em trabalhos como ‘Uma mulher vestida de Sol’ (1947), ‘Farsa da boa preguiça’ (1960), ‘Auto da Compadecida’ (1955) e ‘O Romance d’A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta’ (1971), para citar alguns dos bons resultados que essa sina que o Ariano persegue, produziu ao longo da sua vida.

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