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A foto é do filme “Vidas Secas” (1963) do Nelson Pereira dos Santos, baseado na obra de Graciliano Ramos. Já o vídeo é do João do Vale que canta, de sua autoria, “carcará”. Ele canta com o Chico  Buarque – amigo que sempre o ajudou. Lembro-me que quando o João tava doente, o Chico reunião amigos, organizou um LP que reunião: Edu Lobo, Tom Jobim, João Bosco, Ednardo, Marinês, Alceu, Maria Bethania, Elba, Zé Ramalho, Quinteto Violado, entre outros, para ajudar o João. Mas o que eu quero dizer mesmo é que “carcará” e “vidas secas” retratam o sertanejo, o nordestino, que no dizer de Zé Ramalho, “… corriam nos anos trinta no Nordeste brasileiro… (…) atras do seu destino, condenado em suas terras, coronéis em pé de guerra, beatos e cangaceiros”…  Pois bem, vem na minha cabeça algumas das imagens da música e do livro. Mas, para ficar no livro, lembro da família do vaqueiro Fabiano, da cachorra Baleia, daquela gente miúda e esquálida vagando pela caatinga. Me vem a lembrança de um dos filhos docasal que pergunta à mãe o que seria Inferno e ela lhe responde: um lugar de muito fogo, de espeto quente… O menino, sem entender, olha para o sol, olha para a galharia das árvores secas, murmurando sonhador, especulativamente: “Inferno… espeto quente…”

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