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Por Marco Aurélio Garcia

Folha de São Paulo 03/06/2010

Na TV

Por desinformação -ou má-fé-, Ferreira Gullar atribuiu a mim, em sua entrevista (Ilustrada, ontem), “querer impedir a exibição de filme americano na TV a cabo”. Nunca afirmei isso.

O stalinista adormecido quer censurar minha opinião sobre o lixo cultural a que somos submetidos na TV, que nada tem a ver com o cinema americano -aliás, o melhor de todos.

Sua entrevista apenas revela o melancólico caminho de alguns comunistas arrependidos. Perdido no tempo, Gullar quer negar a diferença esquerda/direita. Nada mais de direita do que isso.

De qualquer maneira, parabéns ao poeta pelo Prêmio Camões.

MARCO AURÉLIO GARCIA, assessor especial da Presidência (Brasília, DF)

Comentário:

Dos anos 90 prá cá o poeta Ferreira Gullar tem andado meio destemperado.. Nos anos 90, período de desregulamentação da economia, da inserção submissa do Brasil na globalização feita pelo FHC, o poeta maranhense ficou calado… Em alguns momentos aplaudia.. De 2003 prá cá ele virou sua metralhadora stalinista juntamente com o Roberto Freire para toda e qualquer política social formulada e implementada no governo atual. Como político ele perdeu o bonde dos novos tempos; se agarrou na direita e fez morada lá. Eu, que nos tempos de vanguarda ele chamava de direita… Fiquei aqui mesmo, no centro, mas para esquerda…. E ele passou por mim e foi com tudo prás bandas de lá.. Estou aqui, a chamá-lo prá recuar um pouquinho…. Caro Ferreira, voce passou demais da linha, homem, volte um pouquinho mais em direção ao centro. 

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