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Do sítio Lost art

“JBorges é um dos mestres do cordel, um dos artistas folclóricos mais celebrados da América Latina e o xilogravurista brasileiro mais reconhecido no mundo. Começou tarde, aos vinte anos, vendendo folhetos de cordel. Antes, trabalhou na roça, foi pintor, carpinteiro, e pedreiro, mas lembra que aprendeu a ler e a escrever para conseguir ler os versos de cordel.

Publicou o seu primeiro cordel em 1964, O reconhecimento veio quando o escritor Ariano Suassuna descobriu o seu trabalho e o designou como o maior artista popular do nordeste. “Ariano disse que eu era o melhor, e o povo acreditou, e ai o serviço foi aumentando.”

Depois, foi convidado a dar aulas na Universidade do Novo México, e para expor no Texas e na Europa. Suas xilogravuras ilustram o livro “As Palavras Andantes”, do escritor uruguaio Eduardo Galeano, e foi o único artista latino americano a participar do calendário da Unicef. Em 1999, recebeu de Fernando Henrique Cardoso o prêmio de Honra ao Mérito Cultural do Ministério da Cultura.

Hoje, Borges já ilustrou capas de cordéis, livros, discos, e já expôs nos Estados Unidos, Venezuela, Alemanha, Suiça, México e Venezuela. Em uma turnê européia, J. Borges percorreu 20 países. Foi tema de uma reportagem no jornal The New York Times, que o apontou como um gênio da arte popular.

“Depois da materia do New York times passei a vender mais nos Estados Unidos. Antes vendia uma vez por ano, agora vendo mais de um grande pedido por ano. A divulgação ajudou muito. Essas materias de jornal ajudam bastante. Nos anos setenta e oitenta era muita gente visitando, pesquisando, nos anos noventa foi caindo, caindo, chegou quase a zero. Agora esta voltando. Não sei porque, é uma coisa meio misteriosa. O cordel chegou a beira da cova nos anos noventa. Antes eu publicava dez mil copias de cada cordel. Em 95, cheguei a fazer quinhentos exemplares, achei que ia acabar mesmo. Mas depois começou a melhorar um pouco, e agora estou tirando três ou quatro mil exemplares de cada cordel.

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