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Estou revendo algumas coisas do português, e lendo algumas poesias para o alimento da alma…folheando páginas de um velho livro e imaginando coisas… Pois bem, lendo o Neruda me  veio à cabeça: será que ele não estava com uma dor de cotovelo quando escreveu: “posso escrever os versos mais tristes da noite…”? E Vinicius não estava apaixonado quando disse: “De tudo ao meu amor serei atento / antes , e com tal zelo, e sempre, e tanto …”. Isso é tão forte que a gente imagina ser uma dor…  Ou, uma espontaneidade vinda da alma do cara.  Para o poeta não é preciso ficar, estar apaixonado para escrever sobre o amor. Dizem até que quando o sentimento é verdadeiro a paixão não ajuda muito, não, porque o sujeito fica pensando mais no beijo, na pele… do que nas palavras para darem sentido ao verso. Prefiro acreditar que eles sentem um misturado de coisas do coração: dor, paixão, saudades, lembranças… Isso é o que dar o tempero da alma para o verso sair da cabeça.

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