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O universo do blues e o da cantoria nordestina têm vasos comunicantes por onde deságua a poesia nos versos básicos…. Além, claro, do parentesco histórico e social.  Na nossa cantoria a estrofe principal é a sextilha, e no blues tradicional, norte-americano, a estrutura é composta de doze compassos.

A nossa sextilha tem influencia Ibérica. Aliás, tudo ou quase tudo dessas bandas de cá, faz parte da cultura popular nordestina. Na verdade, a nossa sextilha é sertaneja mesma, nasceu no cariri, na caatinga, no pajeú das flores, nos leitos dos rios… Enfim, nasceu em uma região onde a presença negra é muito pouca.

Mas para não ficar nesse trololó, os vídeos abaixo mostram: Robert Johnson cantando Kind-hearted Woman; em seguida,  um blues matuto cantado pelo mineiro Téo Azevedo, chamada de “Balada de Robert Johnson”. A canção é sobre a vida do cantor norte-americando, Robert Johnson, criado em um mundo que lembra o Brasil. O cantador era negro, neto de escravos, apanhador de algodão, e nunca foi à escola. E o último, uma sextilha desfiada por Ivanildo Villa Nova

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 Robert Leroy Johnson (8 de Maio, 191116 de Agosto, 1938) foi um cantor, guitarrista Norte-americano de Blues. Johnson é um dos músicos mais influentes do Mississippi Delta Blues e é uma importante referência para a padronização do consagrado formato de 12 compassos para o Blues. Influenciou grandes artistas durante anos como Muddy Waters, Led Zeppelin, Bob Dylan, The Rolling Stones, Johnny Winter, Jeff Beck, e Eric Clapton, que considerava Johnson “o mais importante cantor de blues que já viveu”. Por suas inovações, músicas e habilidade com a guitarra ficou em quinto lugar no ranking dos 100 melhores guitarristas de todos os tempos da revista Rolling Stone  // Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

 

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