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Nesses últimos dias temos visto a grave situação do Japão. Isso nos leva a pensar nos japoneses que, espalhados por todo o mundo, estão a salvo da tragédia… Mas com certeza, terão famílias, parentes e amigos a viver um novo tempo de angústia. Tenho um casal de amigos que moram no Rio de Janeiro e que são japoneses. Por algumas vezes cortei o impulso de lhes escrever – sei o que lhes diria, porém, não sei se é o que precisam ler neste momento. Os entrevistados na TV apresentam uma aparente calma… Mas percebemos que estão numa situação delicada e que estão presos numa armadilha e que têm que controlar suas emoções e ao mesmo tempo atravessar o inferno sem pânico, e aí meu juízo apresenta uma perguntinha simples: se eu enviasse um e-mail, que valor acrescentaria se abrisse prá cima deles, em algum momento, a cancela do meu horror? Ou se pedisse mais calma, tranqüilidade?

São nessas passagens da vida que me dou conta de grandes diferenças, e de como temos de ser cuidadosos para não esperar dos outros, maneiras de sentir, agir, reagir e interagir como as que no caldeirão da minha cultura se apresentam como naturais.

Bem, já problematizei e me distanciei do problema… coisa muito comum nas análises sociológicas. Mas o que de fato posso fazer? Receberia em minha casa uma família de “refugiados de radioatividade”? SIM. Receberia… A qualquer hora.


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