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Uma mania de jornalista é a de classificar as coisas. Mas, cá prá nós, é quase todo mundo assim (biólogos, químicos, sociólogos, psicólogos…). A poesia é mais livre dessas coisas… Mas também, vez por outra, recorre a esse artifício. Artistas também são sensíveis a essas etiquetas. Um deles é Marcelo Camelo (ex- Los Hemanos). Fiz uma busca rápida sobre o cara e vi que a vida dele também é muito adjetivada: estranho, mauricinho, difícil, e por aí vai. Quer ver outro adjetivado? Caetano Veloso, Lula da Silva… Pois é, esses caras deixam o jornalismo a flor da pele, seja por fugir dessas classificações, seja pelas suas declarações ou até mesmo pela ausência delas. Essas coisas, às vezes, direciona a atenção do público mais para o personagem que para sua obra ou esbarra no trabalho do cara com um conceito pré concebido.

Voltando ao Marcelo Camelo, tem uma composição dele, no cd “Nós ou Sou”, que, a gente reparando bem, a primeira impressão é a de um artista que pouco se importa com o que o mercado fonográfico e o publico esperam dele, assim cria sua música e isso o coloca no espaço da liberdade.

“Posso estar só
Mas, sou de todo mundo
Por eu ser só um
Ah, nem! Ah, não! Ah, nem dá!
Solidão, foge que eu te encontro
Que eu já tenho asa
Isso lá é bom, doce solidão?”

Doce solidão, Marcelo Camelo

Pois bem, o cd do ex-Los Hermanos, não tem jeito; é introspectivo e, ao mesmo tempo, alegre. Quando escutei pela primeira vez até achei que fosse um trabalho de uma música só… porém, aos poucos você percebe que as canções vão te levando à sensações diferentes.

.Há quem diga que ele Marcelo camelo “não faz canções, mas exorciza sentimentos”. Concordo com a idéia.

Deixem tudo que escutou ou leu acerca do cara e escutem a canção abaixo.

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