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Bem ali, à beirinha… do outro lado, tomo café ou chá, compro patês e chocolates (chokito, da Nestlé; não é nenhum Kopenhagen, mas, pra quem conheceu o batom como primeiro derivado do cacau… tá bom demais da conta). Consumo na padaria aqui pertinho. Se fosse em Paris seria no Fauchon… Aqui no Brasil esses espaços são chamados de gourmet. É uma “mania nacional”, esperta, que cobra mais caro da gente pelo que deveria ser normal. Qualquer raspinha de Paris é goumert no Brasil. Aqui em Natal basta dar uma voltinha por alguns bairros da cidade e se observa goumert pra todos os gostos.

Mas a novidade na terrinha são os cafés. Lugares de sociabilidade, ao longo dos tempos, que passaram por processos de ressignificação mundo afora, ressurgem com força e que podem ser evidenciado pelas várias formas de organização: franquias (conheço três, uma em Lagoa Nova e duas na P. Negra), que se organizam em cadeias… Alguns cafés têm traço artesanal, outros, clássicos. E ainda, alguns tipos de sociabilidade (socialização, interação…). Bom, nem preciso dizer que eles variam de lugar pra lugar, dentro de um mesmo território… E aí tem a ver com os significados de cada pedaço de sociabilidade da cidade. Pra ficar somente num exemplo: em Ponta Negra os turistas, gringos são maiorias; já em Lagoa Nova e Petrópolis, “é nós”.

Voltando a nossa conversa, em Paris, pelo que escuto, esses cafés seriam simplesmente um café, um sítio, um cantinho, bem organizadinho, agradável de estar. Aqui, são espaços de luxo. Às vezes, penso que é mais uma perfumaria que um café. Por isso, prefiro os de livrarias onde ando, circulo, bato papo, pego livros e leio fragmentos tomando, apenas, dois, três dedos de café… Sem medo de incomodar os donos do negócio por estar ali “dando uns goles” num tiquinho, apenas.

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